Lembre-se



"Para entrar em contato com a árvore, você precisa colocar sua mão nela, e a palavra “árvore” não ajuda você a tocá-la."
— Jiddu Krishnamurti
Sentir o Tzolkin no corpo é relacionar-se com a energia do dia. Permitir que ela ensine algo.
Nossa relação com aprendizado nasce de fontes racionalistas, que nos ensinam a memorização, não a curiosidade. Que nos ensinam que a história está nos livros, enquanto a história está em todos os lugares para quem observa atentamente. A parte mais perigosa desse jeito de aprender é que ele viola a nossa autonomia, porque cria intermediários. Podemos aprender sobre árvores nos livros; mas também podemos aprender com a própria árvore.
Perguntar para cada dia: o que está disponível para ser compreendido? Como integro minha consciência com a mente unificada, como opero de um lugar mais expandido, não mudando quem eu sou, mas me desfazendo de tudo que aprendi sobre quem sou que é falso. Que me afasta da minha origem cósmica, dos meus poderes psíquicos. E até mesmo da paz.
Expandir a consciência é mais sobre desaprender ruídos que aprender qualquer coisa. Não tem a ver com adicionar poderes, tem a ver com remover interferências.
Nosso corpo foi gerado em aproximadamente 260 dias. Nove meses lunares de incubação. Carregamos o Tzolkin na nossa própria arquitetura celular, mas nos esquecemos disso.
A relação com o Tzolkin nos devolve a tecnologia nativa de atenção corporificada, porque o corpo é o instrumento de leitura do tempo.
Barbara Tedlock documenta: daykeepers aprendem a sentir os dias. Pulsações. Tremores. "Lightning in the blood" (relâmpago no sangue). Os mayas sabem e ensinam que o conhecimento corporificado precede conhecimento intelectual.
Apab'yan Tew, no livro Introduction, enfatiza: o bebê é ser consciente desde a concepção. A atmosfera da concepção importa. O tempo da gestação é também incubação da consciência.
Você não precisa estudar o Tzolkin antes de senti-lo. Ninguém estuda o útero antes de nascer.
Feche os olhos.
O seu repertório é o primeiro aprendizado sobre o Tzolkin. Ele já está instalado em você.
Quando eu digo crocodilo, serpente, lua, vento, macaco — imagens, símbolos, sensações vão sendo construídas na sua tela interna. Suas percepções são fragmentos do significado. Não tenha medo de criar significados a partir do que faz sentido pra você. Deixe sua consciência te lembrar que, enquanto um ser criativo, sua imaginação é uma ferramenta ilimitada de acesso ao conhecimento cósmico.
Não precisa forçar.
Tente projetar a energia do seu coração pra frente. Experimente sentir seu coração batendo a frente do seu corpo. Deixe esse pulsar irradiar ao redor de você. Quando respirar, sinta como se estivesse respirando o campo que o seu coração criou. Solte devagar.
A partir desse lugar expansivo, você acessa toda a informação que precisa.
Faça um altar. Do seu jeito.
O tempo, para os mayas, era territorializado. Cada número tinha seu lugar físico, santuários específicos onde daykeepers iam fazer oferendas, queimar copal, pedir conselho. Você não estudava o tempo sentado. Você caminhava por ele e então o corpo se tornava instrumento de leitura do tempo, não a mente abstraindo conceitos.
Você foi ensinado a desconfiar do corpo.
Foi ensinado que conhecimento verdadeiro vem de fora. De livros, de professores. De especialistas. De sistemas que você não pode questionar porque "sempre foi assim".
E assim nos ensinam trigonometria - coisas que podemos nunca mais usar. Mas é através do corpo que aprendemos o sobre o amor. Como respirar, o que comer, quais lugares e pessoas nos fazem bem. É o corpo que nos ensina como ser feliz.
Experimente brincar de sim e não com o seu corpo agora.
Faça uma pergunta pra ele e aguarde. Sinta a sensação da resposta sim no corpo.
Sinta a sensação da resposta não do corpo. Qual expande? Qual contrai?
Existe uma inteligência em você que não foi ensinada. Ela estava lá antes da linguagem. Antes da dúvida. Antes do medo de "estar inventando".
Chame de origem cósmica, instinto, percepção elevada, o nome não importa. Estamos o tempo inteiro recebendo informações do todo. O corpo não precisa do nome pra reconhecer a si mesmo como parte integrante de tudo que há. Tudo está conectado, e quando o canal está limpo, as energias podem chegar até nós livremente. De forma intencionada, vamos aprendendo a ler, a diferenciar, a operar a partir dela.
O Tzolkin, assim como nós, não é fixo. Nosso corpo conhece ciclos. Hormônios. Ciclos Circadiano. Sazonalidade. Estações. Gestação. Nosso corpo sabe que tempo não é linha reta. Nosso corpo sabe que podemos mudar a realidade quando interagimos com ela.
Eu também não sou fixa. A ideia de personalidade se equivoca.
A cada dia eu me relaciono com uma energia diferente, a cada dia isso muda quem eu sou.
É importante que você saiba: O seu próprio corpo já sabe tudo que precisa sobre o Tzolkin.
Você não precisa de intermediário.
Você não precisa de tradução perfeita.
Você não precisa de sistema fechado.
Você precisa de escuta.
E escuta é disponibilidade.
Quando você pergunta "como a energia de hoje me atravessa?", você está fazendo duas coisas simultaneamente: olhando pra energia do dia, e principalmente olhando pra você.
Num dia regido por Vento (comunicação, espírito), você pode perceber que palavras fluem com facilidade ou que está evitando falar algo importante. Ou num dia de Espelho (reflexo, verdade), você pode se ver nitidamente ou se esconder atrás dos próprios julgamentos.
A energia convida. Você responde. Não há certo ou errado. Há movimento. Há consciência. Há relação.
Você pode começar agora.
Não precisa saber seu nawal de nascimento. Não precisa calcular nada. Não precisa esperar dia certo.
Pode começar observando o que seu corpo sente.
Pode começar perguntando: o que meu corpo sabe que minha mente ignora?
Pode começar respirando. Existindo conscientemente.
Isso já é Tzolkin.
Você não precisa aprender.
Você precisa lembrar.
——————————————————————————
/ Luba Uac
260 dias [ 02 ] / 2026
"Para entrar em contato com a árvore, você precisa colocar sua mão nela, e a palavra “árvore” não ajuda você a tocá-la."
— Jiddu Krishnamurti
Sentir o Tzolkin no corpo é relacionar-se com a energia do dia. Permitir que ela ensine algo.
Nossa relação com aprendizado nasce de fontes racionalistas, que nos ensinam a memorização, não a curiosidade. Que nos ensinam que a história está nos livros, enquanto a história está em todos os lugares para quem observa atentamente. A parte mais perigosa desse jeito de aprender é que ele viola a nossa autonomia, porque cria intermediários. Podemos aprender sobre árvores nos livros; mas também podemos aprender com a própria árvore.
Perguntar para cada dia: o que está disponível para ser compreendido? Como integro minha consciência com a mente unificada, como opero de um lugar mais expandido, não mudando quem eu sou, mas me desfazendo de tudo que aprendi sobre quem sou que é falso. Que me afasta da minha origem cósmica, dos meus poderes psíquicos. E até mesmo da paz.
Expandir a consciência é mais sobre desaprender ruídos que aprender qualquer coisa. Não tem a ver com adicionar poderes, tem a ver com remover interferências.
Nosso corpo foi gerado em aproximadamente 260 dias. Nove meses lunares de incubação. Carregamos o Tzolkin na nossa própria arquitetura celular, mas nos esquecemos disso.
A relação com o Tzolkin nos devolve a tecnologia nativa de atenção corporificada, porque o corpo é o instrumento de leitura do tempo.
Barbara Tedlock documenta: daykeepers aprendem a sentir os dias. Pulsações. Tremores. "Lightning in the blood" (relâmpago no sangue). Os mayas sabem e ensinam que o conhecimento corporificado precede conhecimento intelectual.
Apab'yan Tew, no livro Introduction, enfatiza: o bebê é ser consciente desde a concepção. A atmosfera da concepção importa. O tempo da gestação é também incubação da consciência.
Você não precisa estudar o Tzolkin antes de senti-lo. Ninguém estuda o útero antes de nascer.
Feche os olhos.
O seu repertório é o primeiro aprendizado sobre o Tzolkin. Ele já está instalado em você.
Quando eu digo crocodilo, serpente, lua, vento, macaco — imagens, símbolos, sensações vão sendo construídas na sua tela interna. Suas percepções são fragmentos do significado. Não tenha medo de criar significados a partir do que faz sentido pra você. Deixe sua consciência te lembrar que, enquanto um ser criativo, sua imaginação é uma ferramenta ilimitada de acesso ao conhecimento cósmico.
Não precisa forçar.
Tente projetar a energia do seu coração pra frente. Experimente sentir seu coração batendo a frente do seu corpo. Deixe esse pulsar irradiar ao redor de você. Quando respirar, sinta como se estivesse respirando o campo que o seu coração criou. Solte devagar.
A partir desse lugar expansivo, você acessa toda a informação que precisa.
Faça um altar. Do seu jeito.
O tempo, para os mayas, era territorializado. Cada número tinha seu lugar físico, santuários específicos onde daykeepers iam fazer oferendas, queimar copal, pedir conselho. Você não estudava o tempo sentado. Você caminhava por ele e então o corpo se tornava instrumento de leitura do tempo, não a mente abstraindo conceitos.
Você foi ensinado a desconfiar do corpo.
Foi ensinado que conhecimento verdadeiro vem de fora. De livros, de professores. De especialistas. De sistemas que você não pode questionar porque "sempre foi assim".
E assim nos ensinam trigonometria - coisas que podemos nunca mais usar. Mas é através do corpo que aprendemos o sobre o amor. Como respirar, o que comer, quais lugares e pessoas nos fazem bem. É o corpo que nos ensina como ser feliz.
Experimente brincar de sim e não com o seu corpo agora.
Faça uma pergunta pra ele e aguarde. Sinta a sensação da resposta sim no corpo.
Sinta a sensação da resposta não do corpo. Qual expande? Qual contrai?
Existe uma inteligência em você que não foi ensinada. Ela estava lá antes da linguagem. Antes da dúvida. Antes do medo de "estar inventando".
Chame de origem cósmica, instinto, percepção elevada, o nome não importa. Estamos o tempo inteiro recebendo informações do todo. O corpo não precisa do nome pra reconhecer a si mesmo como parte integrante de tudo que há. Tudo está conectado, e quando o canal está limpo, as energias podem chegar até nós livremente. De forma intencionada, vamos aprendendo a ler, a diferenciar, a operar a partir dela.
O Tzolkin, assim como nós, não é fixo. Nosso corpo conhece ciclos. Hormônios. Ciclos Circadiano. Sazonalidade. Estações. Gestação. Nosso corpo sabe que tempo não é linha reta. Nosso corpo sabe que podemos mudar a realidade quando interagimos com ela.
Eu também não sou fixa. A ideia de personalidade se equivoca.
A cada dia eu me relaciono com uma energia diferente, a cada dia isso muda quem eu sou.
É importante que você saiba: O seu próprio corpo já sabe tudo que precisa sobre o Tzolkin.
Você não precisa de intermediário.
Você não precisa de tradução perfeita.
Você não precisa de sistema fechado.
Você precisa de escuta.
E escuta é disponibilidade.
Quando você pergunta "como a energia de hoje me atravessa?", você está fazendo duas coisas simultaneamente: olhando pra energia do dia, e principalmente olhando pra você.
Num dia regido por Vento (comunicação, espírito), você pode perceber que palavras fluem com facilidade ou que está evitando falar algo importante. Ou num dia de Espelho (reflexo, verdade), você pode se ver nitidamente ou se esconder atrás dos próprios julgamentos.
A energia convida. Você responde. Não há certo ou errado. Há movimento. Há consciência. Há relação.
Você pode começar agora.
Não precisa saber seu nawal de nascimento. Não precisa calcular nada. Não precisa esperar dia certo.
Pode começar observando o que seu corpo sente.
Pode começar perguntando: o que meu corpo sabe que minha mente ignora?
Pode começar respirando. Existindo conscientemente.
Isso já é Tzolkin.
Você não precisa aprender.
Você precisa lembrar.
——————————————————————————
/ Luba Uac
260 dias [ 02 ] / 2026
"Para entrar em contato com a árvore, você precisa colocar sua mão nela, e a palavra “árvore” não ajuda você a tocá-la."
— Jiddu Krishnamurti
Sentir o Tzolkin no corpo é relacionar-se com a energia do dia. Permitir que ela ensine algo.
Nossa relação com aprendizado nasce de fontes racionalistas, que nos ensinam a memorização, não a curiosidade. Que nos ensinam que a história está nos livros, enquanto a história está em todos os lugares para quem observa atentamente. A parte mais perigosa desse jeito de aprender é que ele viola a nossa autonomia, porque cria intermediários. Podemos aprender sobre árvores nos livros; mas também podemos aprender com a própria árvore.
Perguntar para cada dia: o que está disponível para ser compreendido? Como integro minha consciência com a mente unificada, como opero de um lugar mais expandido, não mudando quem eu sou, mas me desfazendo de tudo que aprendi sobre quem sou que é falso. Que me afasta da minha origem cósmica, dos meus poderes psíquicos. E até mesmo da paz.
Expandir a consciência é mais sobre desaprender ruídos que aprender qualquer coisa. Não tem a ver com adicionar poderes, tem a ver com remover interferências.
Nosso corpo foi gerado em aproximadamente 260 dias. Nove meses lunares de incubação. Carregamos o Tzolkin na nossa própria arquitetura celular, mas nos esquecemos disso.
A relação com o Tzolkin nos devolve a tecnologia nativa de atenção corporificada, porque o corpo é o instrumento de leitura do tempo.
Barbara Tedlock documenta: daykeepers aprendem a sentir os dias. Pulsações. Tremores. "Lightning in the blood" (relâmpago no sangue). Os mayas sabem e ensinam que o conhecimento corporificado precede conhecimento intelectual.
Apab'yan Tew, no livro Introduction, enfatiza: o bebê é ser consciente desde a concepção. A atmosfera da concepção importa. O tempo da gestação é também incubação da consciência.
Você não precisa estudar o Tzolkin antes de senti-lo. Ninguém estuda o útero antes de nascer.
Feche os olhos.
O seu repertório é o primeiro aprendizado sobre o Tzolkin. Ele já está instalado em você.
Quando eu digo crocodilo, serpente, lua, vento, macaco — imagens, símbolos, sensações vão sendo construídas na sua tela interna. Suas percepções são fragmentos do significado. Não tenha medo de criar significados a partir do que faz sentido pra você. Deixe sua consciência te lembrar que, enquanto um ser criativo, sua imaginação é uma ferramenta ilimitada de acesso ao conhecimento cósmico.
Não precisa forçar.
Tente projetar a energia do seu coração pra frente. Experimente sentir seu coração batendo a frente do seu corpo. Deixe esse pulsar irradiar ao redor de você. Quando respirar, sinta como se estivesse respirando o campo que o seu coração criou. Solte devagar.
A partir desse lugar expansivo, você acessa toda a informação que precisa.
Faça um altar. Do seu jeito.
O tempo, para os mayas, era territorializado. Cada número tinha seu lugar físico, santuários específicos onde daykeepers iam fazer oferendas, queimar copal, pedir conselho. Você não estudava o tempo sentado. Você caminhava por ele e então o corpo se tornava instrumento de leitura do tempo, não a mente abstraindo conceitos.
Você foi ensinado a desconfiar do corpo.
Foi ensinado que conhecimento verdadeiro vem de fora. De livros, de professores. De especialistas. De sistemas que você não pode questionar porque "sempre foi assim".
E assim nos ensinam trigonometria - coisas que podemos nunca mais usar. Mas é através do corpo que aprendemos o sobre o amor. Como respirar, o que comer, quais lugares e pessoas nos fazem bem. É o corpo que nos ensina como ser feliz.
Experimente brincar de sim e não com o seu corpo agora.
Faça uma pergunta pra ele e aguarde. Sinta a sensação da resposta sim no corpo.
Sinta a sensação da resposta não do corpo. Qual expande? Qual contrai?
Existe uma inteligência em você que não foi ensinada. Ela estava lá antes da linguagem. Antes da dúvida. Antes do medo de "estar inventando".
Chame de origem cósmica, instinto, percepção elevada, o nome não importa. Estamos o tempo inteiro recebendo informações do todo. O corpo não precisa do nome pra reconhecer a si mesmo como parte integrante de tudo que há. Tudo está conectado, e quando o canal está limpo, as energias podem chegar até nós livremente. De forma intencionada, vamos aprendendo a ler, a diferenciar, a operar a partir dela.
O Tzolkin, assim como nós, não é fixo. Nosso corpo conhece ciclos. Hormônios. Ciclos Circadiano. Sazonalidade. Estações. Gestação. Nosso corpo sabe que tempo não é linha reta. Nosso corpo sabe que podemos mudar a realidade quando interagimos com ela.
Eu também não sou fixa. A ideia de personalidade se equivoca.
A cada dia eu me relaciono com uma energia diferente, a cada dia isso muda quem eu sou.
É importante que você saiba: O seu próprio corpo já sabe tudo que precisa sobre o Tzolkin.
Você não precisa de intermediário.
Você não precisa de tradução perfeita.
Você não precisa de sistema fechado.
Você precisa de escuta.
E escuta é disponibilidade.
Quando você pergunta "como a energia de hoje me atravessa?", você está fazendo duas coisas simultaneamente: olhando pra energia do dia, e principalmente olhando pra você.
Num dia regido por Vento (comunicação, espírito), você pode perceber que palavras fluem com facilidade ou que está evitando falar algo importante. Ou num dia de Espelho (reflexo, verdade), você pode se ver nitidamente ou se esconder atrás dos próprios julgamentos.
A energia convida. Você responde. Não há certo ou errado. Há movimento. Há consciência. Há relação.
Você pode começar agora.
Não precisa saber seu nawal de nascimento. Não precisa calcular nada. Não precisa esperar dia certo.
Pode começar observando o que seu corpo sente.
Pode começar perguntando: o que meu corpo sabe que minha mente ignora?
Pode começar respirando. Existindo conscientemente.
Isso já é Tzolkin.
Você não precisa aprender.
Você precisa lembrar.
——————————————————————————
/ Luba Uac
260 dias [ 02 ] / 2026