13 números
Tzolkin / Cholqij
Algumas tradições e fontes contemporâneas (não estritamente arqueológicas) dizem que 13 simbolizava algo completo ou pleno na cosmologia mesoamericana — por exemplo, associando-o à ideia de 13 níveis do céu ou à totalidade do processo de criação.
Essa noção aparece em leituras modernas do Tzolk’in e em interpretações sincréticas, mas não existe uma única explicação documentada diretamente em fontes maias pré-coloniais (ou ela ainda não foi definitivamente identificada na epigrafia antiga).
Os números eram grafados conforme a imagem a seguir:

1 - Jun
Água: Novo Começo (nascente que rompe a pele da Terra)
Força: Início, ação primordial, paciência, purificação, abertura de caminhos
EMERGE / INÍCIO
O impulso inicial que rompe o vazio e inicia o movimento da vida
2 - Ka'b / Keb'
Água: Retração (maré recuando)
Força: Visão dual (ampla e detalhada), medida entre força e fragilidade
DIVERGE / POLARIDADE
O reconhecimento das dualidades que criam equilíbrio e perspectiva
3 - Oxib'
Água: Divergência (delta de rio, água que abre caminho)
Força: Irredutível, frontal, ramifica-se para alcançar objetivos
RAMIFICA / EXPANSÃO
A força que se multiplica em caminhos diversos para vencer obstáculos
4 - Kajib' / Kaji
Água: Contenção (represa, poço que ganha força)
Força: Estabilidade, firmeza, meditação, direções, temporalidade
ESTRUTURA / ANCORAGEM
O enraizamento que sustenta e dá estrutura ao que virá
5 - Job' / Wo'o
Água: Aspereza (tsunami, rompimento da represa)
Força: Unidade que cria força, compartilhar, união, bem comum
TRANSBORDA / POTÊNCIA
A liberação explosiva que nasce da convergência de forças
6 - Wakib' / Waqib'
Água: Ponderação (caverna seca para pesar pensamentos)
Força: Intuição, cautela, mistério, resolver labirintos impossíveis
CALCULA / DISCERNIMENTO
O caminhar consciente pelo fio da navalha entre mundos
7 - Wukub' / Wuqub'
Água: Intensidade (gêiser, lava quente - o Manifesto)
Força: Ilimitado, fértil, desenreda ilusões, visão cósmica divina
INTENSIFICA / REVELAÇÃO
O momento ardente onde véus se dissolvem e verdades emergem
8 - Wajxaqib' / Waqxaqi'
Água: Retorno (estação das chuvas, padrões da natureza)
Força: Profundo, enraizado em vidas, infinito, memória ancestral
RETORNA / CONTINUIDADE
O fio eterno que conecta passado, presente e futuro
9 - Belejeb' / Beleje'
Água: Gestação (rios subterrâneos, oculto ao olhar)
Força: Âncora na realidade, evitar superfluidade, cuidar de si primeiro
GESTA / MATURAÇÃO
O trabalho silencioso nas profundezas que prepara o nascimento
10 - Lajuj
Água: Convergência (rios se encontrando no lago)
Força: Reflexão sobre necessidades, perfeição relativa, plenitude
CONVERGE / INTEGRAÇÃO
O ponto de encontro onde todas as águas se tornam uma
11 - Ju'lajuj / Julajuj
Água: Dispersão (respingo que se espalha em todas direções)
Força: Poder infinito de criar e destruir tudo, princípio e fim
LIBERA / TRANSCENDÊNCIA
O poder máximo que se liberta de todas as formas
12 - Kab'lajuj / Ka'b'lajuj
Água: Inesperado (tempestade repentina, o Adicional)
Força: Decisões difíceis guiadas pelo coração, frieza e discernimento
RENOVA / TRANSMUTAÇÃO
O salto quântico que reorganiza toda a estrutura
13 - Oxlajuj / Ox'lajuj
Água: Acumulação (oceano, o Maior)
Força: Conhecimento do caminho completo, verdades profundas, amor incompreensível
INTEGRA / COMPLETUDE
A totalidade que contém todos os caminhos e todas as águas
_______
Este material nasce do encontro entre duas tradições vivas do tempo maia, que caminham por eixos distintos e complementares.
A leitura da água — cosmológica, naturalista e processual — tem origem nos ensinamentos de Eduardo Feeronato, guardião do tempo K’iche’, onde os números revelam o movimento da energia na natureza: nascer, conter, transbordar, retornar, integrar.
A leitura da força — humana, ética e experiencial — vem da transmissão de Nan Makuna Mawe, Ajq’ij Kaqchikel, onde os mesmos números orientam postura, escolha, discernimento e responsabilidade no caminhar humano.
Aqui, essas duas linhagens não são fundidas nem hierarquizadas.
São colocadas em diálogo.
A água mostra como a energia se move.
A força mostra como o ser humano aprende a caminhar com ela.
Agora vamos ao Dreamspell
José Arguelles em O Fator Maia:

"Se visualizarmos os números como "raios pulsantes", cada um representando uma função
radiorressonante específica que simultaneamente pulsa e irradia, teremos, então, as seguintes
denominações:

Uma brevé análise das qualidades representadas pelos números revela Uma progressão que descreve a
natureza formal que existe por trás da aparência das coisas. Se 1 representa o princípio unificador inerente
em todas as manifestações, 13 representa a dinâmica do movimento que em tudo está presente, e pelo
qual tudo é transformado e, ao mesmo tempo, vitalizado pela força universal de Hunab Ku. Os números de
I a 9 representam os princípios não-materiais de coesão que governam toda a experiência fenomênica,
sendo a ela irilanentes. Enquanto 10 representa o princípio da manifestação, baseado na coesão dos nove
números precedentes, II corresponde à. dissonância dinâmica responsável pelo acaso e pela nãoestabilidade.
Por outro lado, 12 representa o princípio da estabilidade complexa, responsável pela força de
organização conservativa existente na natureza.
Se olharmos para os números em sua simetria de reflexão, veremos um jogo íntimo de relações recíprocas,
sendo que o número de otdem mais baixo apresenta o princípio constituinte do número de ordem mais
alto. Assim, enquanto o 1, princípio da unidade, é equilibrado pelo 13, o raio do movimento universal, o 2,
princípio da polaridade, é contrabalançado pelo 12, princípio da estabilidade complexa. A reflexão mostra
que qualquer ordem de estabilidade complexa é mantida - ou desagregada - por um equilíbrio sutil de forças
polares.
No próximo par de reflexão, o princípio do ritmo, 3, responde pela variabilidade e introduz a possibilidade
do acaso que cumpre esse papel em 11, o princípio das estruturas dissonantes. 10, o princípio da
manifestação, é complementado por 4, representando o princípio da proporção. Apenas através da
operação de proporção como totalidade e ordem é que alguma manifestação pode ocorrer enquanto
organismo coeso.
O princípio do centro, governado pelo número 5, possibilita o movimento da ordem do 4, da mesma forma
que as estações movimentam-se ao redor de um centro solar comum. A periodicidade cíclica do
movimento organizado em volta de um centro comum, o 5, é governado pelo 9. Finalmente, 6, o raio do
equilíbrio orgânico, é assim chamado porque representa uma fatoração do princípio polar, 2, com o
princípio do ritmo, 3. O produto, 6, representa o princípio do ordenamento hexagonal subjacente ao cristal
e às estruturas celulares. Esse equilíbrio orgânico, o 6, é complementado pelo 8, o princípio da
ressonância harmônica, que governa os níveis de freqü.ncia divididos em oitavas, pelos quais vibram
todas as estruturas orgânicas, inclusive os cristais.
Sem nenhum número reflexivo para complementá-Io, o 7 tem uma relação simétrica singular com o I e o
13, o alfa e o ômega, por assim dizer, dos números harmônicos maias. No centro do padrão, o 7
representa a magia pela qual o todo se mantém unido.
São esses, em resumo, os significados dos números em suas relações complementares entre si. É cláro
que há muitas outras relações que podem ser exploradas intuitivamente ao se jogar com as relações
radialmente recíprocas que os números estabelecem uns com os outros. No momento basta dizer que as
descrições dão alguma idéia da progressão do ciclo estrutural que forma a base da operação da galáxia -
ou de qualquer um de seus membros constituintes - como um todo que se sustenta e se organiza a si
próprio. Os números assumem um significado mais rico quando com
binados com os vinte símbolos posicionais que descrevem o arranjo horizontal do Tear dos Maias. Se os
treze números são raios pulsantes, os vinte Signos são possibilidades num espectro de freqü.ncia que
permitem a existência de estruturas harmônicas primárias. Enquanto em Earth Ascending, comparei os
vinte símbolos com os vinte aminoácidos que formam o DNA, os dezenove intervalos entre os vinte
símbolos podem ser comparados às dezenove voltas dadas pelos filamentos complementares do DNA, a
fim de completar um códon, uma das 64 estruturas de seis partes que constitui o código genético. Em
nosso planeta, os maias traduziram esses vinte sítios posicionais nos vinte símbolos conhecidos como os
vinte Signos Sagrados."
Os 13 Tons Galácticos - Dreamspell (José Argüelles)
BLOCO 1: Estabelecer Base de Ação (1-4)
Establish Base of Action
1. Magnetic Gate (Portão Magnético)
Identify Purpose / Identificar Propósito
2. Lunar Chamber (Câmara Lunar)
Identify Challenge / Identificar Desafio
3. Electric Chamber (Câmara Elétrica)
Identify Service / Identificar Serviço
4. Self-existing Chamber (Câmara Auto-existente)
Identify Form / Identificar Forma
BLOCO 2: Estender Ritmo de Ação (5-9)
Extend Rhythm of Action
5. Overtone Tower (Torre Overtone/Harmônica)
Take Command / Tomar Comando
6. Rhythmic Chamber (Câmara Rítmica)
Command Equality / Comandar Igualdade
7. Resonant Chamber (Câmara Ressonante)
Command Attunement / Comandar Sintonização
8. Galactic Chamber (Câmara Galáctica)
Command Integrity / Comandar Integridade
9. Solar Tower (Torre Solar)
Formalize Action / Formalizar Ação
BLOCO 3: Converter Ação (10-13)
Convert Action
10. Planetary Chamber (Câmara Planetária)
Manifest Challenge / Manifestar Desafio
11. Spectral Chamber (Câmara Espectral)
Liberation of Service / Liberação do Serviço
12. Crystal Chamber (Câmara Cristal)
Cooperation of Form / Cooperação da Forma
13. Cosmic Gate (Portão Cósmico)
Take Magic Flight / Tomar Voo Mágico
13 números
